sexta-feira, 8 de julho de 2011

Sapato velho

Em tantos cantos há sempre um objeto esquecido. Eu sempre reparo, paro e me deparo com a diversidade dos sentimentos alheios. Eu sempre tento compreende-los, mesmo que essa seja uma tarefa árdua e complexa. 
Hoje dei um sorriso um pouco torto, aquele meio sem graça, de que está faltando alguma coisa...
Sei lá, talvez esse sapato velho teima em se esconder, e eu que acredito na sua existência teimo em esperar.
No meio das coisas velhas eu sempre encontro pedaços de sapatos, mas que eles nunca representam o mesmo. Não sei se creio que esses sejam fragmentos de um sapato verdadeiro ou se os sapatos que se foram deixaram suas lembranças.
Sobra-me recordar, do bem ou do mal, eles nunca poderão ser esquecidos, pois cada sapato passou pelo meu caminho.

Ísis Lima