domingo, 26 de agosto de 2012

Quando a chuva passar...

Quando o andar as vezes fica pesado, e bem sei, não há ninguém que possa carregar a cruz para vc. Mas nenhum peso será a mais do que possa carregar...
Eu fico pensando, o quanto é preciso ainda carregar, para compensar o que já zombei do peso alheio.
Mas não se empresta a felicidade, tão pouco a dor... só se sente quem os possui, sofrimentos são intrinsecos à condição humana, mas não podem ser transformados em fardos maior que a felicidade ou a condição de bondade. Mas confesso, que nesse momento não vejo nenhum equilibrio, está desproporcionalmente pesando pelo lado obscuro...
Mas a receita é viver o momento, pq ele passa. Deixá-lo guardado, transformará em amargura...
Quem sabe, amanhã será de risos que ele prevalecerá? Já dei risadas de tantas tragédias...
O amor é a chave, e eu tenho de sobra...

terça-feira, 31 de julho de 2012

Felicidade


Será que existe uma fórmula para ser feliz?
Será a felicidade parte integrante da busca incessante pela perfeição?
Ou criamos demasiadamente conceitos para o que traz felicidade?
Segundo poema do Anitelle, para cada pessoa felicidade tem um motivo, que gira em torno de suas crenças, sua cultura, suas vivências, está relacionado com aquilo que cada um sonha ou planeja pra si:

Felicidade?
Disse o mais tolo: "Felicidade não existe".
O intelectual: "Não no sentido lato".
O empresário: "Desde que haja lucro".
O operário: "Sem emprego, nem pensar".
O cientista: "Ainda será descoberta".
O místico: "Está escrito nas estrelas".
O político: "Poder".
A igreja: "Sem tristeza, impossível. Amém".
O poeta riu de todos, e, por alguns minutos, foi feliz.

E hoje, quando olhei algumas fotos antigas, algumas músicas preferidas, algumas frases escritas, poemas inventados, visuais que deixei outros novos que adotei, enfim, uma quantidade infindas de acontecimentos que hoje somam o que sou, como estou... 
Mas o que mais impressionou, foram as mudanças, de fatos que me foram caros, outros tão dolorosos. As mágoas, tantos perdões por decepções, por vezes tão pouco relevante, alguns não pude dar nem receber...
E quanto a felicidade que Anitelle quis falar, o que ela significa para mim?
Significa, que no meu "epitáfio" não quero borracha, não quero desejar voltar atrás e fazer tudo de outra forma. A felicidade para mim é esse aprendizado, o crescimento, a soma de experiências. O amor, a paz, a fé, as conquistas, as alegrias, etc., serão o pilar da felicidade, que eu não colherei sozinha, terei muitos para deliciarem deste fruto tão trabalhoso de ser cultivado: meus amigos e minha família.

Felicidade para mim, é construção, conquista e aprendizado e fé. E como diria o sábio Gilberto Gil : "Pela estrada que ao findar vai dar em nada do que eu pensava encontrar."








segunda-feira, 2 de julho de 2012

Não é pra magoar


Não é pra magoar...
Quando nos encontramos era tudo tão colorido. E aí tempo passou,e nada, só amizade. E tempo passou mais um pouco e tive que assumir ficou colorido demais. O circulo se fechou, e tenho que confessar, foi esperteza demais. E agora preciso assumir:

“E eu nunca vou te esquecer amor,

Mas a solidão deixa o coração neste leva e traz.



Veja bem além destes fatos vis.


Saiba, traições são bem mais sutis.


Se eu te troquei não foi por maldade.



Amor, veja bem, arranjei alguém







chamado saudade." (Marcelo Camelo)





quinta-feira, 28 de junho de 2012

Soprando as velinhas...


Acredito que todo aniversário remete a uma reflexão. Mas não é qualquer reflexão... é o demomento avaliar o que se tem feito, o que fiz da minha vida até que e como ou de que forma isso influencia o que sou hoje, além do que eu projeto pro futuro.

Obriga que eu pense o que amadureci, o que eu aprendi com os anos todos que passaram  e que ainda passarão (assim espero). Mais além, me faz pensar o que eu ainda preciso amadurecer para me tornar a pessoa ideal que eu mesma imaginei. Afinal, esse ideal está tão distante do real? Essas analises, reflexões, tudo faz parte desse momento. Não é só soprar a velinha, receber os abraços, os presentes (espero que sejam muitos rsrs), oferecer minha casa para os amigos... é saber pontuar que os meus erros e acertos e como eles foram essenciais para que eu me tornasse quem eu sou hoje. É não descartar e tentar apagar aquilo que me magoou de alguma forma, aqueles pessoas que pareciam insignificantes, mas de alguma forma serviram para que eu aprendesse dar valor as pessoas que realmente me importam. Hoje, eu não sou a mesma de ontem, e muito menos serei a mesma amanhã, mudamos constantemente... mas algo permanece, e é por isso que algumas pessoas passam em nossas vidas e ficam, por bastante tempo... Algumas que se foram, e  nem deu tempo de despedir? Algumas que despedi e foi tão doloroso, e ensinou que a dor é necessária. Ah! Mas as que me proporcionaram os momentos mais importante, felizes e de crescimento na minha vida, essas eu ofereço um brinde, e sobretudo, o meu agradecimento. Você que está lendo saberá, afinal de contas, permaneceu, não é mesmo?

Obrigada Deus por mais um ano viva, feliz e com saúde. Obrigada Mãe por me conceber e cuidar de mim quando mais precisei e era incapaz. Obrigada pai por ser o pilar da casa, por me ensinar a centrar no que quero. Obrigada meus irmãos, por me dar amor, carinho e amizade. Obrigada meus amigos, por me aturarem quando não eram obrigados, afinal sou chata pacas (risos).
 Um quarto de século e vamos que vamos!

segunda-feira, 25 de junho de 2012

O futuro é seu, "o que fazemos com o que fizeram de nós"?

Às vezes nos restringimos ao fracasso, que nos prega uma peça, sempre vindo em momentos inesperados. Mas nos prepararmos para o pior nos torna pessimistas? Tenho uma amiga que geralmente analisa todos esses pontos, e antes que dê errado ela tenta planejar esses percalços. Como assim? É como se ela tentasse ajustar e prever aquilo que é inesperado. Está bom, parece que ela vive ansiosamente tentando prever um futuro que ainda nada se sabe, mas ela pelo menos se prepara.   

Mas há algo por trás de cada queda, de cada choro, cada dor, que nós ainda (geralmente) não sabemos: se há sombra é pq há algo que encobre essa luz, que nos leva a crer que tal sombra é só o resquício de algo bem maior, mais elaborado e que é o responsável por tanta dor. Jung Fala da sombra de forma tão singular, que quando ouvi sobre o assunto me fascinou: 
"Para sermos mais precisos quanto à natureza da sombra, podemos dizer que se assemelha a variadas constelações, cada uma delas constituindo um “complexo psíquico”. Por sua vez, cada complexo é composto por um conjunto organizado de imagens, palavras e emoções, formando uma estrutura autónoma e dissociada do eu consciente. Esta estrutura constitui uma “sub-personalidade” comparável a uma “personagem” de uma peça de teatro, autónoma, independente do encenador e dotada da sua própria personalidade." (http://oladosombra.wordpress.com/2007/11/05/a-concepcao-junguiana-da-sombra/).
Isso leva a crer, que o que há na sombra é muito mais belo e interessante do que imaginamos. Há muito o que aprender com aquilo que nos é fornecido em forma de dor, tristeza, "obscuridade", do que com o próprio momento de euforia, alegria, felicidade etc.. A gente não consegue, na verdade, entender que aquilo que está por trás da sombra é o motivo da sombra: o que se repete é geralmente o motivo pelo qual sofremos... entendeu? 
Bom, o que eu gostaria de dizer é que devemos parar, olhar para nós, para os nossos erros e tentar pensar por qual motivos o repetimos... Observar qual o motivo que certas situações se repetem em nossas vidas, nos destruindo figurativamente ou concretamente na forma de doenças psicossomáticas. Lembre-se, vc é o dono de si e do mundo que vc enxerga e vive. Se não modificar o que há por dentro, tudo que lhe for apresentado não fará diferença, nem acrescentará. Será como alguém que enxerga o mundo preto e branco, qualquer cor nova não passará de variações de cinza.



terça-feira, 12 de junho de 2012

O Rio que corre e alimenta à sua margem é o mesmo que devasta




Abrem-se as comportas e o que escorre é o rio da felicidade.
Não a pura e simples, mas a busca.
Não a conclusão, mas o encaixar das peças desse quebra cabeça, que por vezes parecia inexplicável.
Quem importa se ontem foi negro se o dia hoje está claro e fresco, pronto para ser aproveitado.
E se chover?
Eu pego meu guarda-chuva e danço na chuva,
Sapateio como Gene Kelly.
E quem poderá me dizer que a tempestade não cessará?
Quem me dirá que o sol vai se pôr, quando eu quero ver a lua linda e brilhante?
Quanto eu tive que escutar para aprender ouvir, e quanto ainda preciso abrir meus ouvidos e apreender as palavras, outrora amarga, doce ou rancorosa, são palavras...
E ninguém dirá o quanto eu fui incapaz, não saberá que a covardia me fez forte e melhor.
Não é hoje que me faz, mas a certeza que os dias vêm e vão, levando dor e tristeza, trazendo sorrisos e alegrias, trazendo e levando tantos e todos que pareciam eternos.
Sei que quando tenho pesadelo, tenho a sensação da realidade permanente. E os sonhos vêm me dizer que tudo, tudo passa. 

domingo, 13 de maio de 2012

"Infinito Particular" (Parafraseando)


Perceber que o sol brilha para todos, mas o seu colorido é enxergado de formas distintas. A escuridão é algo subjetivo, e vai de encontro ao momento. Não posso dizer que sou grata, mas que sou imensamente capaz de absorver aprendizado daquilo que parecia me fazer cair. O velho ditado: Aquilo que não mata, fortalece. Pois é, não importa, a queda pode ser imensa, mas eu sempre uso paraquedas. É na dor ou na alegria, eu sou sempre forte. Aprendi comigo mesma, pois eu sou inimiga e aliada, paradoxalmente.
Esse labirinto, essa complexidade que é meu coração. Fechado, imenso. Talvez uma terra nunca explorada. Uma imensidão a ser desbravada, nessa ilha tão distante e desconhecida. Não há motivos para chorar, não vem, não existe, nunca existiu. É sempre um passo, um degrau...
Sempre há confusão, amor não é isso...
Então o que é??
Responda quem puder...

sábado, 14 de abril de 2012

Esconder tanto pra deixar que morra?

Eu ia te pedir pra ir embora,
Mas vc ficou de um jeito inesperado,
e o retrato não demonstra o meu rosto desesperado.

Porque nada disso tem fim,
é cíclico ou coisa assim.
Não importa o quanto eu te queira
vc sempre vai embora, à sua maneira.

Mas nada do que eu diga tem valor
perto do que eu sinto,
do que tento sentir,
não é amor...

E ninguém entenderá,
que a negação é forma de não aceitar
o que não controlamos,
no que não temos poder sobre nós.

Então agora não vou chorar
não posso ficar,
Você não pede pra eu ficar
e me prende no olhar...
Sei nada é para sempre
mas quanto tempo mereço ainda
ou é enquanto o  seu tempo durar?


P.S.
Poema informal, e inspirado depois de ouvir uma música que um amigo tocava...

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Quem passa fica

Imaginar que só sabemos de nossa existência pelo fato de sabermos da possibilidade de morte, é não só compreender que existência é atravessada por acontecimentos causais, além daquilo que podemos escolher.
Não é o fato de “termos” que nos faz consciente da posse, mas a capacidade que a vida tem de nos retirar aquilo que achamos que é nosso. Aprendi, com os percalços das minhas experiências, que nada é meu, é apenas um empréstimo.
As pessoas, que por sua vez também se inserem neste empréstimo, podem passar pouco ou muito tempo em nossas vidas. Elas podem encontrar formas para que essa passagem seja inteira, completa, possibilitando que quando elas irem, toda sua lembrança seja válida. Afinal, não há experiência mais triste do que aquela que preferimos apagar de nossas memorias. Sei que perdemos tempo, que algumas passagens são tão fugazes, superficiais e falsas que nos dão a ideia que certas pessoas nunca existiram em nossas vidas. Ah! Tem ainda aquelas que fazem viagem, e retornam como bons hospedeiros, alegres e radiantes.
Posso dizer então, não afirmar, pois não tenho nenhum objetivo de impor conceitos, que existem vários tipos de pessoas que passam em nossas vidas. E neste sentido, metaforicamente na minha vida passaram: Os Passageiros, Os Turistas, Hospedeiros por acidente, Moradores Permanentes, O visitante oportunista, O viajante desbravador, Os Mochileiros... E assim vai.
Minha vida não existira sem eles, ainda que alguns apareçam de repente e se vão tão rapidamente como vieram. Alguns reaparecem, enchem novamente nossos olhos de brilho, outros reaparecem para encher nossos olhos de lágrimas. Alguns vêm e vão,  alguns parecem que nunca se vão (mas um dia irão)...
O que mais importa não é que essas pessoas permaneçam, ou mesmo que se vá, mas a capacidade que elas desempenham no nosso crescimento e aprendizagem constante, afinal ninguém nasce e morre pronto, só deixamos de aprender e mudar quando não existimos mais.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Não leve seus olhos tanto a sério




Não consigo ser engraçada quando escrevo. Não que pessoalmente, eu não me considere divertida. Acredito que as pessoas que me conhecem já se divertiram comigo, seja pela minha risada escandalosa, seja pelas minhas mancadas “lesadas”. No final, todo mundo já riu da minha risada. Ah, e tem aqueles que digam: Isis, vc não sabe rir socialmente...
Mas o fato é que sempre que resolvo escrever, o que me impulsiona a relatar os meus sentimentos, é a vontade de escancarar algo que está corroendo por dentro. A vontade de gritar pro mundo uma dor, que dificilmente se arranca só com pensamentos. Tudo bem, sei que poderia estar contando para um amigo, ou o meu terapeuta (há quem diga que isso é melhor). No entanto, é compartilhando dos meus sentimentos, e das minhas facetas, que posso demonstrar a outros, que sentimento é algo comum, que as pessoas amam, desamam, são deixadas, deixam, sentem raiva, rancor, amor, alegria...
O que mais se vê nas redes sociais é a divulgação de festas, baladas, alegrias fugazes, felicidade maquiada por lugares bonitos e pessoas com algum tipo de status.
E por falar em belo...
Gostaria de expor um pensamento, que hoje me surgiu escutando uma música do TM, e que me lembrou bastante do que Saramago nos transmitiu em seu livro “O ensaio sobre a cegueira”.
“amamos o belo, o esteticamente bonito.  Nossos olhos são treinados para apontar o que deverá entrar em nossos corações, e o que deve ficar de fora. E aí, vc diria: mas o belo é algo subjetivo, relativo. Será? Ainda que existam suas peculiaridades, acredito que hoje em dia, as pessoas parecem amar as mesmas coisas, os mesmos tipos, os mesmos estereótipos. Até mesmo as tribos não se distinguem tanto assim. E continuamos o belo:
A menina mais bela, o corpinho mais belo, o carro mais belo, a casa mais bela,  o lugar mais belo...
Isso porque nossos olhos nos comandam, nos guiam para um abismo inexorável, que finda nossa capacidade de amar o que realmente deveríamos: a essência.
E o mais belo das flores não está no que meus olhos enxergam, mas em tudo que meu corpo pode sentir, e até mesmo no que não posso explicar...
Por fim, sobre ser depressiva: não amo só o belo, o alegre... eu acredito na importância da dor e da queda, que facilitam e são fundamentais para o aprendizado, para o crescimento maturacional.

Mas gostaria de deixar um recado, para vc que lê e pensa, que parece um beco sem saida:

"Leve a vida mais leve, não leve tanto a sério, se deixe levar... pois a vida, a vida é só parte do mistério"




Ísis Lima 

domingo, 22 de janeiro de 2012

Não posso esquecer...

Antes de mais nada, preciso esclarecer: não estou triste! Como para alguns, acreditam que só escrevo no meu blog quando estou triste, já digo de antemão: estou extremamente feliz!!!

O Poema é uma metáfora da felicidade que estou vivenciando, e confesso que não sabia que merecia tanto!
Espero que ela realmente dure enquanto for possível.


Não posso esquecer


"Corri por muito tempo,
me defendi de muitos
e enganei meu coração por fracos olhares,
bestas promessas.
Justifiquei os erros alheios,
pelas minhas fraquezas inevitáveis.
Sonhei com o inexistente,
e o príncipe  sempre virava sapo.
Porque eu acreditava que alcançaria minha perfeição,
então me dedicava à procura do perfeito.


Para muitos balela,
contingências da vida,
mas sua chegada eu pressenti. 
E não espero o perfeito,
o eterno,
o fácil.
O preço cobrado não será pequeno.
E o esforço,
a dedicação, 
os obstáculos.
Serão parte do caminho,
das curvas sinuosas,
das tempestades ferrenhas,
do Sol escaldante...


Mas a certeza da felicidade,
essa sim,
completa,
inocente,
revigorante.


Dos devaneios que me permiti,
nenhum foi tão real e sincero...


Mas não posso esquecer,
que seja eterno enquanto dure."


Ísis Lima


Ah! E não posso esquecer tb: Obrigado Meu Deus!