Como um navio naufragando.
Como a rosa morrendo.
Como a lágrima incessante.
Como um velório, ninguém para velar.
Não importa os desejos
não suspiro mais saúde.
Se não podes me enxergar,
aos poucos desapareço.
Se o tempo é um curandeiro
onde foi parar a cura?
E por quantas estradas
que passarei
eu sempre o encontrarei...
Sob a poeira dos móveis antigos
Sobre o telhado velho
Ao fundo de uma canção
No piscar dos olhos cansados
e da boca pequena.
A ruína é o começo
do fim de nossas vidas.
(Ísis Lima)