quinta-feira, 22 de agosto de 2013

O MUNDO É UM MOINHO



Por menos ( ou mais) aconteceu a segunda guerra mundial. Aí alguém me pergunta: que diabos você está querendo dizer? 
Quem veste a carapuça compreenderá bem estas palavras. Boa Sorte e boa leitura!




Hitler Simpático





Comecei o dia de hoje pensando em uma frase, mastigando os detalhes, para mais tarde arrotar os acontecimentos.

Será que acreditam que a vida é tão longa, as pessoas eternas e como as coisas  estáticas? 
Magoei a mim mesma com o fato de não poder ter previsto, de nunca ter palpitado quando via as atitudes incoerentes, fruto de uma escolha sem sentido, que não baseou-se no amor que existia (se existia realmente). Me arrependi por não ter agido. Errei muito, pois fui neutra.

Mas por aqui irão saber o que penso e sinto.

Hoje, tendo clareza de todos os pontos, é possível compreender que nada tenho de melhor (nem pior). Eu sou melhor no que posso, e sou na capacidade de permitir ao outro liberdade para ser e estar como bem quiser. Mas as escolhas levam a consequencias, que estão interligadas, serão retornadas de acordo com o que lançaram.  

Não há dor maior que ver alguém sendo injustiçado, mais quando é alguém que amamos. Nossa mente é tomada pela fúria, pela vontade de fazer pelo outro aquilo que achamos o mais justo para ele. Mas posso querer para o outro o meu desejo? 




Eu posso ser o pivô de uma situação, para vingar meus sentimentos, e deixar um rombo no coração de alguém? 



Confiei a Deus todos os momentos da minha vida, e por ele, não vou reivindicar justiça. A ele minhas preces vão em forma de agradecimento, por eu ser capaz de ver o que eles não são capazes, o que eles estão encobrindo por vergonha ou orgulho. 

Agradeço por não ser necessário que manipule ninguém para que o outro me ame, me deseje e fique comigo. Pois é da sinceridade que nasce o amor puro e verdadeiro, não do jogo das possessões. 

Veja, não há algo que impeça de irmos longe, nossa mente que nos limita através dos seus sentimentos obscuros e cruéis. Sim, cruel, não consigo identificar outro sentimento para tal ato sem caráter e cristandade. 

Fique bem, pois é o que desejo para quem inveja a felicidade do outro. O melhor está por vir…
Felicidades, pelo menos enquanto não lhes forem cobrados (com juros) todas as atitudes frias e pequenas.



Cartola compôs uma música, segundo dizem, para sua filha que se tornaria prostituta. Nas sua capacidade inigualável de compor, ele traduziu, em alguns trechos, na imensidão de coisas que perdemos ao fazermos a escolha errada, inconsequente, pautada pelo nosso desejo tão fugaz e egoísta. Delicie-se. E sim, o mundo vai, como um moinho, triturar seus sonhos TÃO MESQUINHOS.

                              Cartola, O mundo é um moinho

domingo, 9 de junho de 2013

Comemore seus poucos e meros anos. Afinal, quem mais pode acreditar em você do que sua própria mediocridade em continuar se esforçando pelo que não é?
A fé  pode ser confundida pela incapacidade de abandonar o que você não quer enxergar que está perdido. Você se molesta todos os dias. Sofre abusos de seus próprios pensamentos. É assediado pelas suas vontades e desejos. Mais nada pode alcançar sua decisão de não desistir, NUNCA!

Diariamente você se coloca numa luta consigo, na batalha de uma guerra sem fim. Sabe-se da sua capacidade de dividir-se entre o certo e o errado, entre o que você julga ser racional e emocional. Não importa os fatos, você segue um instinto baseado numa fé categórica. Oh! Má fé não cabe aqui. Você se esforça para não enxergar todos os verdadeiros fatos, estes que estão na sua frente. Mas não importa, é tudo ilusório, tudo que se apresenta em matéria é pouco demais para trazer a tona uma verdade que (in)existe.

Nós somos frutos de sentimentos de liquidificador, confundido com uma farsa da felicidade plena, que está a espera de todos nós.
Comumente eu sou convergida a acreditar que tudo que eu faço é em prol da busca da perfeição da minha vida, guardado qualquer fato estranho (quiçá exótico).

Mas toda essa conversa louca é uma forma de transformar meus verdadeiros sentimentos em enigma, fazendo o leitor outro maluco, interpretando verdades aleatórias. Sou eu, incapaz de assumir meus próprios sentimentos ou verdades?!

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Carmuzia



A velha história de Carmuzia nunca ia se passar no Cinema. Ela era uma velha, e escutava demais o seu radio velho (que chiava muito) todos os dias. Adorava aquele programa romântico, que dava oportunidade para as pessoas desesperadas mandarem seus recados para seus (as) amados (as). Não entendia o que era divertir, o que era rir, o que era sofrer, nem o que era chorar. Não sentia. Ela aprendeu assim. Quando a perguntavam se havia sofrido pela morte do seu esposo, cujos foram casados durante trinta anos, ela não sabia responder. Dizia, não sei, não senti.
Certa noite, quando ligou o rádio para escutar o seu velho e rotineiro programa, esbarrou no botão e teve que sintonizar o rádio. Neste momento, uma voz grave, porém suave, comunicava a morte de um famoso, um ator muito conhecido. Carmuzia decidiu que escutaria o anúncio fúnebre.  Não porque se interessava pela morte ou vida do ator, mas porque queria ouvir uma noticia ruim, como se procurasse, de alguma forma, sentir.
O Radialista demonstrava tristeza em sua voz, como se lamentasse. Carmuzia tentava compreender porque um comentarista de rádio estava tão atordoado com uma morte, todos os dias morriam milhares de pessoas. Não tão famosas, mas era comum que as pessoas morressem, ela pensava. Parecia um pensamento frio, como se ela não tivesse coração.
Aquela mulher não sofreu  de amor, mas também  nunca se apaixonou .
Aquela mulher não decepcionou-se, mas não manteve nenhum laço de amizade.
Aquela mulher nunca chorou, nem de riso nem de tristeza.

Quando o locutor terminava o anúncio fúnebre, anuncia a leitura de uma carta, que aquele ator havia deixado, como herança para seus filhos. Carmuzia logo imaginou que iria falar do testamento, das fortunas que aquele astro tinha acumulado por toda a vida, mas que agora de nada o valia. De repente, o locutor, eloquente e mantendo o tom de sua voz, começa a ditar um epitáfio um tanto quanto triste.
Suas palavram começaram vagas, e Carmuzia continuava a picar os legumes para o jantar. Quando o radialista, disse: "eu não vivi, não senti. Passei a vida procurando o correto, procurando não incomodar os outros, sendo o que gostariam que eu fosse. Passei parte da minha vida acumulando riquezas, que hoje, não servem para me deixar feliz. Tive oportunidades de sentir grandes emoções, mas me prendi no medo das consequências, medo de não dar conta de quando a felicidade esvaísse.  Preferi permanecer na tristeza a passar fortes e significativos momentos bons. Tive a oportunidade de escolher, mas preferi a segurança, o monotono, com medo de me arriscar. Não me permiti permitir. Não fui capaz de deixar que os momentos fornecessem os mais valiosos tesouros, quantas vezes cortei gritos de felicidades dos meus filhos para não incomodar os vizinhos? Por quantas vezes não me permiti dar aquela gargalhada, pelo fato de não ser cortês? Por quantas e quantas vezes eu quis comer uma azinha de franco com a mão, mas o restaurante era chique demais. Me servi da etiqueta, do padrão, da qualidade, mas esqueci de soltar o meu coração, de abrir minha mente, de sorrir por nada, de chorar de dor, de carregar minha cruz.
Esqueci que não há nada mais importante que o amor.
Mantive, e não vivi. A herança que deixo a vocês, meus filhos, é a vida. Se vocês estão lendo esta carta é porque foi permitido a vocês, então permitam-se.Vivam, deixem que as coisas simples os envolvam, que o amor os guie, pois não há motivo se não este para estarem vivos."

Aquela mulher que nunca nenhuma palavra a tocara, nenhum abraço a fez sentir humana, nenhum beijo a fez apaixonar-se, viu uma lágrima escorrer em seu rosto. Largou tudo que estava nas mãos, entrou no seu quarto e fez suas malas. Quando já estava no seu portão, um vizinho a perguntou: "-Carmuzia, vai viajar e deixar sua casa sozinha?" Ela respondeu com um sorriso, e continuou. Seu destino era a vida.


quinta-feira, 18 de abril de 2013

Quando o sorriso não contagia...




Não vai doer nada se você não tentar. Mas também pode não fazer nenhum bem, mas você deve tentar. E não é válido fugir, porque devemos ser fortes. Não é permitido chorar, nem se aporrinhar,  nem se aborrecer, nem acertar, nem errar. Nunca é possível chorar.

E quando esvai, e os pensamentos longe, se encontram com o nada. 
Quanto dura uma morte? 
Quanto deve durar uma vida?
As companhias nem sempre são boas, ou será que não sou capaz de identificar.
Passei tanto tempo procurando, e quando desisti, perdi no seu olhar.
Ah! Facetas da vida, não podemos nos enganar, é o fato de ser ou não ser...
Quantos de nós está aí, na penumbra. No entanto é a luz que quer, e não consegue alcançar. Esquece de aproveitar a sombra, e procura o que não lhe é permitido. E quando a luz se aproxima, cega-se.
Ah, faça-me o favor!
Quero sorrir, mas não importa se meu sorriso não será correspondido. Quero chorar, e não é pra comover a ninguém. É porque eu quero, é assim que sinto. Não me peça para não sentir, porque meu coração ainda bate, minha mente ainda reflete, eu sou viva, humana.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Há Tempos


Não tem tempo,
não tem dia,
nem tem hora.
Quando ele vem,
 vem sem demora.
Vem acompanhado,
Traz luz,
Emoção,
Coragem
E vida.
Mas ele não pode ser devaneio,
Porque não há engano,
Nem recomeço.
É o novo, mais que velho,
Já estava presente,
Tão perto e tão distante.
Mas o que me importa?
É não importar para o que passou,
É sonhar.
E de nada adiantou afastar.
E quer saber, ele tá aí, e quem dirá que existe razão?
Não dá pra perder tempo, 
É tao raro e puro,
Tão sacana e divertido,
Tão voraz e permanente,
Tão singelo e nobre,
Tão nosso,
O meu,
O seu,
Amor.


Ísis Lima