quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Viagem no tempo

Por que apressamos o amor?
demorando-nos em crises,
em lamúrias e lamentações.
Enquanto que o sonho nos espera,
a calmaria de sentimento de paz.


Apressamos o tempo a ser vivido,
condensando anos em dia,
horas em segundo.


Se não somos finitos
para quê tanta urgência?
a eternidade do agora
é a maturidade de esperar.


Se queremos melhor
nos tornemos melhor.
Para voarmos alto
precisamos sonhar
com nossas asas
e mergulhar em nós para responder 
qual a forma da verdadeira felicidade.




Isis Lima 

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

A medida Certa

ainda um rascunho, sem revisão, pensado assim na "lata", hoje com o que aconteceu e o que está acontecendo comigo. E parte da indecisão, é parte daquilo que vivi, do que fiz e que hoje traço um novo futuro. É também fruto do que acredito (sonhar), daquilo que nos impulsiona e principalmente da filosofia do viver do que é real, do que não podemos mensurar e nem explicar, daquilo que é somente para ser vivido. Sem dúvida um esboço do momento, algo que pode ser refeito, mas aqui entre nós: "se sei q não sou, pq ainda insisto em ter? se tenho, pq não sei quem eu sou?"
é isso, poema rascunho para ser degustado!

bjus





A medida certa

Toda luz emana da vontade
Emana da fé
Da esperança.

Eu quis encontrar-te
E quando aconteceu eu não soube sorri
Eu corri
Apressei o amor.
Apressei a dor,
ela vem como a agulha que tece
mas movimenta para inventar uma nova peça
e somos impulsionados a mudar
a enxergarmos a luz
e sermos sensíveis.

Se eu não puder encontrar
O caminho eu vou guardar,
desse labirinto,
Desse mar que navego
num barco sem remo as vezes.

Quadro branco de moldura negra,
vejo um senhor de cabelos grisalhos,
ele traz consigo um pincel,
escrito meu nome...
E o quadro era branco
Mas as bordas não negavam:
Eu perdi minha vida, entreguei ao léu.
Mas sonhos nos mostram o que pode ser real
Sonhar é aprender
Compreender
Manipular o que não se pode mudar
É sacudir os lençóis da cama do rei e encontrar ouro
Pra comprar o pão que não se tinha
Pra comprar o mal humor,
pra comprar o egoísmo
 o orgulho
a mediocridade,
ao invés do amor
ao invés da partilha
da gratidão ao empréstimo divino.

De tantas virtudes uma não poderia desfalecer
Uma não poderia abandonar
e deixar que as trevas se encarregue do sonho ser real
a esperança nada pede em troca
ela apenas nos traz
a ultima virtude
enraizada na fé,
no amor,
na capacidade de sonhar.

O travesseiro parecia molhado,
meus olhos estavam encharcados
minhas mãos estavam frias
e meu coração disparado:
será que eu vivi?
será que morri?
Se tudo é, porque não somos?
E ser, porque então ter?
Somos, e temos?
Somos o que temos?
E temo que somos:
Alguém que sonha que viveu
Ou um sonho, que pensa estar vivo?