é isso, poema rascunho para ser degustado!
bjus
A medida certa
Toda luz emana da vontade
Emana da fé
Da esperança.
Eu quis encontrar-te
E quando aconteceu eu não soube sorri
Eu corri
Apressei o amor.
Apressei a dor,
ela vem como a agulha que tece
mas movimenta para inventar uma nova peça
e somos impulsionados a mudar
a enxergarmos a luz
e sermos sensíveis.
Se eu não puder encontrar
O caminho eu vou guardar,
desse labirinto,
Desse mar que navego
num barco sem remo as vezes.
Quadro branco de moldura negra,
vejo um senhor de cabelos grisalhos,
ele traz consigo um pincel,
escrito meu nome...
E o quadro era branco
Mas as bordas não negavam:
Eu perdi minha vida, entreguei ao léu.
Mas sonhos nos mostram o que pode ser real
Sonhar é aprender
Compreender
Manipular o que não se pode mudar
É sacudir os lençóis da cama do rei e encontrar ouro
Pra comprar o pão que não se tinha
Pra comprar o mal humor,
pra comprar o egoísmo
o orgulho
a mediocridade,
ao invés do amor
ao invés da partilha
da gratidão ao empréstimo divino.
De tantas virtudes uma não poderia desfalecer
Uma não poderia abandonar
e deixar que as trevas se encarregue do sonho ser real
a esperança nada pede em troca
ela apenas nos traz
a ultima virtude
enraizada na fé,
no amor,
na capacidade de sonhar.
O travesseiro parecia molhado,
meus olhos estavam encharcados
minhas mãos estavam frias
e meu coração disparado:
será que eu vivi?
será que morri?
Se tudo é, porque não somos?
E ser, porque então ter?
Somos, e temos?
Somos o que temos?
E temo que somos:
Alguém que sonha que viveu
Ou um sonho, que pensa estar vivo?
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