Em tantos cantos há sempre um objeto esquecido. Eu sempre reparo, paro e me deparo com a diversidade dos sentimentos alheios. Eu sempre tento compreende-los, mesmo que essa seja uma tarefa árdua e complexa.
Hoje dei um sorriso um pouco torto, aquele meio sem graça, de que está faltando alguma coisa...
Sei lá, talvez esse sapato velho teima em se esconder, e eu que acredito na sua existência teimo em esperar.
No meio das coisas velhas eu sempre encontro pedaços de sapatos, mas que eles nunca representam o mesmo. Não sei se creio que esses sejam fragmentos de um sapato verdadeiro ou se os sapatos que se foram deixaram suas lembranças.
Sobra-me recordar, do bem ou do mal, eles nunca poderão ser esquecidos, pois cada sapato passou pelo meu caminho.
Ísis Lima
2 comentários:
Ás vezes é bom doar o sapato velho que temos. Outras pessoas podem necessitar. Assim busque o seu sapato novo, a princípio pode ser desconfortável, mas com um tempo se adequa... Grande beijo e belo texto!
Às vezes é bom doarmos o sapato velho que temos, pode haver pessoas necessitadas dele. Então, vá atrás de seu sapato novo, a princípio ele pode ser desconfortável mas com um tempo se ajusta. Grande beijo e belo texto!
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