terça-feira, 12 de junho de 2012

O Rio que corre e alimenta à sua margem é o mesmo que devasta




Abrem-se as comportas e o que escorre é o rio da felicidade.
Não a pura e simples, mas a busca.
Não a conclusão, mas o encaixar das peças desse quebra cabeça, que por vezes parecia inexplicável.
Quem importa se ontem foi negro se o dia hoje está claro e fresco, pronto para ser aproveitado.
E se chover?
Eu pego meu guarda-chuva e danço na chuva,
Sapateio como Gene Kelly.
E quem poderá me dizer que a tempestade não cessará?
Quem me dirá que o sol vai se pôr, quando eu quero ver a lua linda e brilhante?
Quanto eu tive que escutar para aprender ouvir, e quanto ainda preciso abrir meus ouvidos e apreender as palavras, outrora amarga, doce ou rancorosa, são palavras...
E ninguém dirá o quanto eu fui incapaz, não saberá que a covardia me fez forte e melhor.
Não é hoje que me faz, mas a certeza que os dias vêm e vão, levando dor e tristeza, trazendo sorrisos e alegrias, trazendo e levando tantos e todos que pareciam eternos.
Sei que quando tenho pesadelo, tenho a sensação da realidade permanente. E os sonhos vêm me dizer que tudo, tudo passa. 

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